Vale apresenta plano para destravar mineração no Brasil e prevê até 2,3 milhões de novos empregos
A Vale apresentou nesta terça-feira (18) um plano para ampliar o potencial da mineração brasileira e estimular investimentos no setor. Elaborado em parceria com a consultoria Accenture, o estudo projeta a criação de 2,3 milhões de postos de trabalho, elevando o impacto total da mineração para até 5,3 milhões de empregos até 2035.
Plano mira expansão da mineração até 2035

Intitulado “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, o relatório foi apresentado durante um fórum realizado em Brasília, com participação de representantes do governo federal, setor mineral e especialistas.
A proposta reúne 15 iniciativas estratégicas divididas em quatro agendas consideradas prioritárias para ampliar a produção e a competitividade brasileira.
Arrecadação pode chegar a R$ 1,3 trilhão
Segundo as projeções apresentadas pela Vale, a arrecadação de impostos relacionada ao setor mineral poderia passar dos atuais R$ 750 bilhões acumulados na última década para R$ 1,3 trilhão entre 2026 e 2035.
A empresa também estima que a produção mineral anual do país poderia avançar de aproximadamente R$ 300 bilhões atualmente para até R$ 535 bilhões em 2035, caso as medidas propostas sejam implementadas.
Licenciamento e infraestrutura estão entre as prioridades
Uma das frentes do plano envolve a modernização e padronização dos processos de licenciamento ambiental e minerário.
A proposta também prevê o fortalecimento de órgãos como Ibama, Iphan, ICMBio e Funai, além da aproximação entre o Serviço Geológico do Brasil e empresas para ampliar o mapeamento geológico.
Outra prioridade é a criação de um plano diretor de infraestrutura para a mineração e a melhoria das condições de energia para uma cadeia mineral de baixo carbono.
Vale quer ampliar valor gerado pela mineração
A proposta apresentada pela empresa também defende maior integração da cadeia mineral, com incentivos à transformação dos recursos dentro do país.
Entre as medidas estão instrumentos tributários e financeiros, modernização de regulamentações, fortalecimento da Agência Nacional de Mineração e apoio à criação de uma política nacional para minerais críticos e estratégicos.
O plano ainda prevê iniciativas voltadas ao uso da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e ao desenvolvimento de projetos estruturantes com contrapartidas socioambientais.
Minerais críticos ganham importância estratégica

O relatório também destaca o potencial brasileiro na produção de minerais considerados estratégicos para tecnologias avançadas e para a transição energética.
Entre eles estão lítio, níquel, grafite, cobre, cobalto e terras raras, utilizados em baterias, energias renováveis e diferentes tecnologias.
O governo também considera estratégicos minerais empregados na produção de fertilizantes, como potássio e fosfato.
Proposta será entregue aos candidatos à Presidência
A Vale informou que o documento será entregue aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
Segundo o presidente da companhia, Gustavo Pimenta, a intenção é contribuir para o debate sobre caminhos capazes de aproveitar o potencial mineral brasileiro.
“Com uma agenda propositiva, a mineração pode se tornar uma plataforma poderosa de compartilhamento de valor com geração de empregos, renda, crescimento econômico e proteção ambiental.”
A empresa defende que uma atuação coordenada entre governo, setor privado e sociedade pode transformar a mineração em uma plataforma de desenvolvimento industrial, geração de renda e aumento da competitividade do Brasil.





