A Associação Brasileira de Agentes de Futebol (Abaf) encaminhou um ofício à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), vinculada à CBF, solicitando que empresários do futebol passem a integrar o sistema de sustentabilidade financeira, conhecido como fair play financeiro.
O pedido ganhou força após o Flamengo comunicar a agentes que fará uma reprogramação dos pagamentos de comissões previstas para 2026, alegando um processo de reorganização financeira.
Abaf cobra proteção aos empresários
No documento enviado à Anresf, a Abaf afirma que a situação evidencia a necessidade de incluir agentes de futebol entre os credores autorizados a comunicar casos de inadimplência ao órgão regulador.
A associação argumenta que o caso chama atenção por envolver um clube reconhecido por sua estabilidade financeira.
“A gravidade do episódio se acentua pelo fato de o Flamengo ser, reconhecidamente, o clube em melhor situação financeira do futebol brasileiro”, afirma trecho do ofício assinado pelo presidente da Abaf, Jorge Moraes.
Clube propõe adiamento dos pagamentos
Nos últimos dias, o departamento de negociações e contratos do Flamengo enviou comunicados a empresários informando a necessidade de renegociar os valores referentes às comissões acordadas até o fim de 2026.
Em uma das mensagens, o clube informou que os pagamentos pendentes de 2026 serão transferidos para 2027, mas não apresentou um novo cronograma para a quitação dos valores.
Segundo o Flamengo, a medida faz parte de um processo interno de reorganização financeira.
Pedido já era discutido na CBF

A inclusão dos empresários no sistema de fair play financeiro já vinha sendo defendida pela Abaf desde a criação da Anresf pela CBF.
A proposta é que agentes também tenham legitimidade para informar atrasos em pagamentos, permitindo que esses casos sejam acompanhados pela agência responsável por fiscalizar a sustentabilidade financeira dos clubes.
Presidente do Flamengo comenta posição do clube
Ao comentar o tema, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), afirmou que a política adotada pelo clube é uma decisão administrativa.
Segundo ele, empresários que não concordarem com as condições propostas têm liberdade para optar por não realizar negociações com o clube.
“Quem não está satisfeito, não faz negócio com o Flamengo”, declarou o dirigente.





