Departamento de Segurança afirma ter possíveis irregularidades
O governo dos Estados Unidos solicitou que autoridades eleitorais de Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia revisem seus cadastros de eleitores para verificar a existência de pessoas não cidadãs registradas para votar.
O pedido foi feito pelo secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, um dia após o presidente Donald Trump voltar a questionar a integridade das eleições norte-americanas e reiterar alegações de fraude em pleitos anteriores.
Governo afirma ter identificado possíveis irregularidades
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (17), o DHS informou que enviou cartas aos secretários de Estado dos quatro estados, acompanhadas de análises preliminares sobre os registros eleitorais.
Segundo Mullin, o departamento identificou mais de 250 mil possíveis não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro estados. No entanto, o governo federal não apresentou evidências públicas ou detalhou a metodologia utilizada para chegar a esse número.
O secretário solicitou que as autoridades estaduais respondam ao pedido em até duas semanas e confirmem a cooperação com o DHS em ações relacionadas à segurança eleitoral.
Nevada rejeita as acusações
O secretário de Estado de Nevada, Francisco Aguilar, contestou as alegações do governo federal.
Segundo ele, os números apresentados pelo DHS são “altamente especulativos” e não foram acompanhados de informações que comprovem as supostas irregularidades.
Aguilar afirmou ainda que Nevada mantém procedimentos rigorosos para atualização do cadastro eleitoral e prevenção de fraudes, compartilhando regularmente essas informações com o Departamento de Segurança Interna.
Até o momento, Califórnia, Nova Jersey e Pensilvânia não haviam se manifestado publicamente sobre o pedido.
Governo cita possibilidade de sanções
Durante entrevista, Mullin declarou que autoridades eleitorais que deixarem de adotar medidas para garantir a segurança das eleições poderão ser responsabilizadas, incluindo a aplicação de multas, outras penalidades e, em casos considerados graves, até prisão.
Debate sobre segurança eleitoral continua
O pedido do DHS ocorre enquanto o governo Trump defende a aprovação do SAVE America Act, projeto que prevê regras mais rígidas para comprovação de cidadania e identificação de eleitores.
O presidente Donald Trump também voltou a afirmar que as eleições de 2020 foram marcadas por irregularidades e levantou novas alegações sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral.
Entretanto, auditorias, recontagens de votos e decisões de tribunais norte-americanos não encontraram evidências de fraude em larga escala capaz de alterar o resultado das eleições presidenciais de 2020.
Além disso, durante a coletiva, Mullin afirmou que adversários estrangeiros poderiam acessar componentes das máquinas de votação e interferir no sistema eleitoral, mas não apresentou provas que sustentassem essas declarações.





